A Liberdade é um dos três princípios que compõem o lema emancipador adotado pela Ordem dos Cavaleiros Templários da Revolução Francesa de 1789 - Liberdade, Igualdade, Fraternidade -, marco histórico da sociedade humana. Por isso, um dos requisitos essenciais que ela exige de seus membros.

O Estado moderno garante a Liberdade civil que abrange todos os direitos naturais que o homem deve exercer dentro da sociedade. Entre estes sobressaem a liberdade de ação, que permite ao cidadão pensar e exprimir o seu pensamento com inteira independência sobre todas as matérias: filosofia, religião, governo, etc.; liberdade política para desfrutar dos direitos que a Constituição e as Leis do país concedem; liberdade de consciência que dá o direito de professar as opiniões que cada um acredita estar de conformidade com a Verdade.

Não obstante, a Liberdade Moral é própria e pessoal a cada indivíduo e se manifesta pelo livre arbítrio de escolher, entre os impulsos das idéias da Razão, tudo o que constitui o bem pelo próprio bem. Um homem que não é livre em todos os sentidos, não está no uso pleno de suas ações que lhe são indispensáveis para poder, sem coação, cumprir com seus deveres de cidadão e responder por sua irrepreensibilidade na conduta social. É por estas razões que a Ordem dos Cavaleiros Templários exige de seu adepto que ele seja um homem livre e de bons costumes.

Por sua ação no meio social, nossa instituição não pode ter senão um objetivo: a liberdade do homem. E, também, como corolário moral, o respeito de sua dignidade, o que exclui toda pressão exterior a esse respeito.

A Ordem dos Cavaleiros Templários, em seus princípios, só pode estar em conflito com aqueles que negam ou que restringem esta liberdade de consciência e de pensamento, fundamental e absoluta, por ser o único valor que ela afirma para a procura do Conhecimento e da Verdade.
O Pelicano